Brasília, nossa capital federal, não possui um canto aparente algum. E ela não encanta. Ela possui o Governo. Governo de nosso Brasil. E vislumbrar de fora e de longe os segredos e os secretos caminhos de tudo o que acontece por aquelas janelas deveria ser uma experiência revoltante para a fome de justiça. Revoltante não. Humilhante, De ser humilhado. Sentir-se refém do oculto tão escandalosamente desmascarado a todo momento. Mas está aí um sonho que sempre tive, meio masoquista. Ir até a praça dos 3 poderes: Legislativo, Judiciário e Executivo. Fui, Passei na frente de cada um deles. Tirei fotos. Ao logo desta caminhada, tantas imagens passaram em minha cabeça, desde o impeachment do Collor em 1992 - época em que efetivamente comecei a me interessar por política até as denúncias do Mensalão e agora o Petrolão.Daqui de Brasília, daqui a pouco, vou para Alto Paraíso-GO, conhecer aquela natureza, a Chapada do Veadeiros, andar pelas suas trilhas e, claro, sempre que possível, falar com as suas pessoas. A verdade também é que as pessoas querem nos receber como turistas porque eles, os turistas, consomem e pagam; eles gastam e eles fazem a economia local girar e existir dentro daquele ciclo anterior, do post anterior que falei. Mas insistirei como visita.

A reflexão que fica, para terminar, é a do cansaço com sabor de vida na boca faminta começando a agradecer o ano e o início do ano e a oportunidade de ir, vir, chegar, partir. Viver, porque já vivi o que um homem deveria e deve.
E, agora sim para terminar, escrever e ler é um processo necessariamente simultâneo. Já ler é um processo de reconhecimento de que o escritor existiu. E isto implica agradecimento. O jovem da Lan House de onde escrevo e me ajudou muito aqui agora na rodoviária de Brasília foi presenteado com um exemplar de Contos Suaves. E as trocas também fazem parte. Quero na verdade sentir a natureza da Chapada dos Veadeiros e lá descobrir o bucólico. Sentir e deixar fluir. E se possível escrever de uma forma que as palavras saltem orvalhadas, esverdeadas, acachoeiradas, todas revestidas da bela e boa natureza.
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