É egoísmo. Admitamos sempre: é egoísmo! É egoísmo viver livre e de bem com o mundo. Egoísmo porque estamos no controle dele: sobre nosso ego, sobre nosso eu, sobre as pessoas e parte de nossos desejos.
Porém, qualquer coração livre e de bem consigo pagará um preço cansativo: sempre será desejado e buscado pela carência de quem nunca teve a satisfação do amor da entrega ou é frágil como uma pena ao vento, insaciavelmente.
Quem ainda não traz cicatrizes de amor na alma, deve crer que, na história de quem ama ou amou, o amor surge, cresce, amadurece, passa pelas mais diversas provas (sendo correspondido ou não), atinge seu ápice, alguns desencantos depois, então inevitavelmente esmorece sem que se perceba... Isto pode levar anos, décadas. É normal. É fatídico.
Querer resconstruir, porém, o que não tem mais alicerce é medo, é fraqueza, é vaidade, é egoísmo ingênuo, preso a um único mundo. Um vaidoso (dentro de qualquer vaidade) é um fraco. Acabou? Deixe o ex-amor ir mais forte para o mundo, de modo que ele ou ela viva livre e com certo direito ao egoísmo da liberdade! A chave é sempre deixar ex-amores melhores do que estão. A chave para viver bem no mundo e livre.
Já me disseram que estabelecer relações amorosas e não quebrar as que temos é o desejo do nosso inconsciente por medo da solidão. Mas há solidão maior do que a presença de alguém para nos lembrar todos os dias de que não queremos estar mais alí?
Existe? Deixe ir. Mais forte para o mundo.
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