Uma hora, começamos a gostar de alguém... Não importará para o mundo, senão para aqueles diretamente interessados em nós, interessados em nossas vidas, interessados em passar momentos ao nosso lado, criar boas memórias em comum, ter anos compartilhados, como duas vidas em uma só.
Somos únicos, porém. Esta fusão, ou união de dois não existe. Não existe, senão poeticamente dois em um só. Acho poético "uma única alma, um único desejo, um único sorriso, uma única vida" para exagerar a união de duas vidas enamoradas que são na essência únicas e indivisíveis.
Uma hora, no entanto, começamos a gostar de alguém que começa a gostar de nós também. Seremos poeticamente uma só alma, uma só vida. Quem se importará? O certo seria ninguém se importar. Ou apenas quem queremos que se importe. A verdade, que incomoda, é que precisamos nos comportar ambos como uno desrespeitando nossa individualidade. O triste e tortuoso? Quando duas pessoas são unas, a realidade é que uma deixou de ser, o que é a morte em vida. Deixar de ser para que o outro seja.
Gostar de alguém e ser correspondido pode ser o unício de algumas frustrações pelas quais não queremos mais passar. Claro que pode ser o início de uma vida individual compartilhada. Eu sou otimista e prefiro compartilhar. Acho que o risco vale alguns desafios.
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