Enquanto o sol caía, uma mão esfregava a outra.
Era um diálogo, e ao fundo o sol caía.
Os olhos se viam, e parecia que das bocas poucas palavras saíam.
Ao longo, abóbora, o sol, entremente, caía.
Não parecia um casal que a vida discutia.
Nem a natureza do sol parecia qualquer dia.
Era apenas duas pessoas em que uma delas passava as mãos uma na outra, sem que para isto algo importante existia.
Era tarde de um dia certamente ensolarado.
O cair da tarde do dia muito daquilo que eventualmente fora o dia.
Para a noite surgir tão firme como o dia que talvez as duas pessoas diante de si mesmas ainda continuariam.
Só quem tem o olhar vadio na vadiagem da existência sabe apreciar a brevidade do sol escondido nas mãos de dois olhos que nem discutiam.
A poesia no olhar é fria para quem nem noite nem dia tem a importância que tem a vida.
Ficaram lá sem saber que foram vítimas de uma lente humana que em um relance o pouco que via, sentia.
A sensação tudo explica.
A sensação inclusive de ser, seja de noite ou de dia.
Amor que é bom amar a essência somente que a poesia cultiva.
E de poesia a alma humana breve sabe que para a eternidade um dia é simplesmente uma finita sequência de dias.
As pessoas querem ser amadas mas amar a si mesmas em suas carências.
Sobre poesia? Nem digo. Mais nada. Nadinha...
domingo, 6 de dezembro de 2015
Enquando o Sol Caía
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