As pessoas são sempre pessoas em um momento. E a amamos naquele momento, ou simplesmente não a amamos, sendo bons amigos, ou colegas, ou indiferentes. Eu dei por mim que posso entregar minha alma a um momento de uma pessoa porque eu simplesmente a amei. E nestes momentos, linhas e mais linhas pulsam com facilidade de meus dedinhos no touch-screen do celular e escrevo a ela como verdades eternas minhas palavras e emoções. Oras, o encanto acaba quando aquele momento que eu amava não existe mais. Sobrou o passado. Antes eu procurava apagar aquele passado, destruindo os escritos e seus registros. Aprendi a respeitar o passado. Lá foi, lá ficou, lá estava, lá permanece, lá não volto, lá virou memórias. Meu coração busca no amor o que é meu presente. O meu presente no amor. E é no presente que eu amo que eu quero ficar, e no meu futuro conduzir quem ao meu lado quer permanecer, amando-me e sendo amada por mim. Não me importa tanto as mágoas da ingratidão; nem os rancores das dores que se sente na total solidão inevitável. Escolhas são o que somos. Eu escolho este amor para permanecer comigo, garimpando na simplicidade sonhos reais e possíveis desde que a entrega seja recíproca e, claro, verdadeira. Gosto de declarar meus sentimentos para permanecer fiel o máximo possível, sem exagero da fidelidade moralista. Meu jeito frágil de pedir uma certa compreensão à carne, que é fraca. Ao meu novo anônimo amor que fique e faça uso do meu interior porque na verdade é ele que você o ama. Eu a acolho em minhas palavras e braços com todas as fraquezas e sonhos que já tão brevemente compartilhamos. Sei qual a Graça que nos graceja. Eu creio. Você crê. A fé é o firmamento da Aliança. Ambos cremos. Tenho fé... Tenho amor. Sem segredos. Na verdade da descoberta. Tenho amor e só pretendo alimentá-lo cada vez mais...
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