domingo, 24 de janeiro de 2016

Melhor o Risco de uma União Prematura

Não creio em maldade nua, crua e direta. Creio em egoísmo com boa pitada de vaidade pessoal e infatilidade. Quem disse que é fácil a cultura do altruísmo? Por isto, o que me dói o coracão é testemunhar de longe e de perto muitas pessoas se dedicarem a um relacionamento por anos e, ao fim, para quase nada.

Sabe que neste particular um divórcio tem seu certo 'charme' traumático? Algo existiu. Não penso tanto nos homens. Penso mais nas mulheres. Viver anos ao lado de alguém sendo que do namoro inicial ao esfriamento ao longo do tempo, quase nada se cultivou, pouco se cativou, e as memórias seu tanto estáticas.

Pessoalmente, melhor mesmo encarar de frente um risco maior e imediato de uma união prematura a uma eterna e infrutífera busca de segurança. E como deve machucar internamente o coração o sucesso pessoal sem um pouco daquela desordem desejada internamente, aquela desordem que apenas uma vida familiar com filhos, marido, mulher e bichos tem! Eu falo e insisto como o Pe. Fábio de Melo. "Casa logo. Leva para casa. Amores perfeitos não existem." E complemento: acho pouco justo neste sentido "levar" por anos uma pessoa sem dar a ela parte ou a totalidade de seus sonhos, em que você a completa, porque somente você tem a outra parte que a completará. Volto ao início. Não é maldade. É egoísmo e infantilidade. E eu sei que muitas vezes nada se pode fazer senão esperar... Esperar. Uma espera que para mim deve doer. E muito.

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