Uma reflexão ontem que desenvolvi mentalmente e fiquei de colocar no papel assim que possível.
O fato em si é que devemos aprender e também entender a encarar as pessoas em nossa vida amorosa como momentos. E como momentos, eles podem ser longo, breve, eterno, pouco inexistente, insignificante.
Muitas vezes amamos um pessoa naquele momento da vida dela. Como ela vê o mundo, como ela pensa, como ela age, suas pretensões futuras etc. Nada mais. No entanto, o tempo - porque é o momento contínuo - nos ensina que podemos cometer o erro de continuar amando um momento que não mais existe. E bem possível a dificuldade é esta: a de aprender a enxergar as pessoas que amamos um momento, para saber se ele ainda está lá ou não mais. E tenho razões para isto. Todos temos algum exemplo para isto.
Eu amei, como muitos já amaram aqui, um momento de uma pessoa no ano passado. Foi forte e arrebatador e intenso. Era aquele momento de como ela pensava o mundo e agia que me envolveu totalmente. Eu não gosto de detalhes. Porém, aquele momento hoje já não existe mais. Para mim ela mudou. E muito. Na mudança, para mim, houve perdas. Nossos momentos, então, mudaram. Seria um erro sofrível e inevitável sofrimento presente e futuro insistir em um erro de não enxergar o que não mais existe. Eu a amei naquilo que ela me apresentava como essência naquele momento. Ela mudou. Mudei junto. Eu aprendi...
Ser feliz é poder compartilhar, portanto. Receber e doar. Claro que ao persistir, vamos descobrindo pessoas cujos momentos já estão solidificados, porque sabem o que querem e queremos para sempre este momento compartilhado. Dar e receber.
Mais do que amar 'arrebatadoramente' (coisa boa de adolescente), uma troca e olhar na frente do mar com o pé na areia, um bom diálogo por horas feito minutos, uma troca de toques que se renovam constantemente, tudo isto pode representar um belíssimo momento que buscamos eterno.
Não dá? Mudou? Está esquisito? Perdeu a essência? Houve mudanças e perda? Acaba. Enterra logo. Aquele momento foi bom. Não existe mais, porém. As pessoas mudam. Nós mudamos. E por fim, no fundo, o que importa é este nosso agora para viver, trocar, amar quem nos ama. Porque do contrário é viver no passado e no presente onde podemos arrumar tantas desculpas para sofrimentos que se resumem a um único: aquele momento já era há muito tempo...
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