Vou indentificá-la como A. por duas razões que me ocorreram agora e intuitivamente. Uma será pouco original, e outra genérica e protetiva. O nome dela não se inicia por A., o que já deixa também original identificar meu amor a quem lê. Mas o nome dela termina com A., assim como quase todas as mulheres na língua portuguesa, o que ajuda a ocultá-la bem segredamente (e usei segradamente ao invés de secretamente, por sinal de já ir fazendo algo poético com as palavras, que me traduzem o amor, que vem me confundindo e que perturba minha percepção da realizade; mente perturbada pelo amo, que desvia o simples da vida para o por quê devermos passar por estes sentimentos tão autopunitivos. Segredamente, somente o criador oculto do mundo sabe!). Mesmo assim, terminando o nome do meu amor com A., ajuda a eliminar um grande número de mulheres, que merecem ser amadas pelos seus apaixonados. Se eu não as amarei as outras, é porque a minha A. está tomando meu tempo, minha consciência, meus sonhos, minha vida, meus afazeres do dia a dia, que nesse momento é meu sentimento. Ainda sei separar o amor que sinto da pessoa que sou. Quero saber cada vez mais o que vai dar e vou narrar tudo o que me acontece com A. Aliás, ontem a vi em uma padaria gourmet, com um casal. Passei com cara de indiferença e ciúmes por dentro. Ainda assim, ciúmes não traduz o que eu senti. Nunca fui possessivo. Eu apenas queria dar boa tarde a ela. Ela responder com um sorriso. Um sorriso convidativo em que eu lesse: "reparo em você também; estou esperando você tomar uma atitude." Meu ciúmes é porque eu jamais tomarei uma atitude. Fui então para casa e escrevi estas palavras.
Nenhum comentário:
Postar um comentário