Vai linge
Vai longe o desespero.
Longe e frio como a morte
Que via pairar em minha solidão,
Num diálogo franco.
Por que falar dela hoje
Se os anos parecem sonhos,
E sonhos vivem sinistros
No amor não correspondido?
Falo de amor porque vai longe,
Sem volta à dor de existir.
Um dia sofri e envergonho-me.
Não vale tanto a doelr que sente
O coração inocente.
Ser uma alma do meu tempo
Diz mais das ilusões passageiras,
Porque a vida é uma passagem.
Vai longe o desespero, e desprezo,
Desprezo para gerar a vingança,
Que mata e delira a si próprio.
Se nunca mais, não mais terei
Aquele tempo de desespero,
Que vai longe, muito longe,
Nas paragens de minha solta
E desperta ilusão de amar.
Nada é conclusivo aos passos
De tudo que somos nós mesmos.
Vai longe, para longe, para não mais.
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