Estou começando a gostar de alguém. Ela está nos seus trinta e poucos anos e tem um jeito apaixonante para mim. Antes de exaltá-la, vou tentar escrever meu padrão no início de gostar de alguém. Eu estou gostando dela, e ela não sabe, nem vai saber. Quando começando a gostar de alguém, ela vai ficando em nossa mente, tomando espaço, aparecendo constante e frequentemente. A imagem dela traz uma agradável sensação à minha emoção como pequenos sustos, em que o coração dispara e a respiração fica mais forte. É a dependência emocional. Reforçarei que ela nunca vai saber, porque eu nunca vou tentar nada com ela, e nunca darei a ela qualquer pista, nem razão algum para gostar de mim, ou saber que eu existo fora do meu controle emocional. Sei ser conhecido e fingir algo demência. Então, não haverá a mínima chance de ela admirar-me, e, por consequência, nada de qualquer tipo de encanto e por fim começar a gostar também. Se mesmo por algum razão - vai saber -, ela começar a gostar de mim, e eu perceber (porque leio o comportamento das pessoas como algo sem controle de minha parte), eu farei cara de paisagem, ainda que meu coração acelere e pense "mal ela sabe o que sinto por ela é muito intenso". Parece cruel comigo mesmo e àquilo que as pessoas denominam "felicidade pelo amor". Por outro lado, o fato de sentir para mim é um estado tão edificante porque o torpor, o êxtase, o sentimento ébrio e expansivo me traz a juventudr. Deixa-me feliz por gostar de alguém. A vida volta como nos anos mais importantes dela, que é quando descobrimos o que é amar. Porque gostar de alguém é buscar vaidade própria, é amar-se também - ao menos no início. Se eu tenho medo de buscá-la e não reciprocidade? Eu acho que tenho medo de buscá-la e encontrar a reciprocidade. Ela começar a gostar de mim e eu ter de desfocar minhas metas pessoais - e dentre elas, relacionamento sério, nem na lista está. Não que na lista não esteja gostar de alguém. Na lista também está a reciprocidade. Só que na lista de minhas metas pessoais, na minha idade, é "não dar oportunidade para desfocar de suas realizações pessoais". Se ela me ajudasse a atingir a minha meta, eu casaria hoje com ela. Bem, o bom de já ter casado e se separado é a falta de pressão, até pessoal, de novo relacionamento. Olha que ironia também. Hoje acordei e fiz um poema para uma conhecida aqui no Facebook, e claro que não é ela. Foi para uma jovem muito sensível e artística. A pessoa de quem estou gostando (eu acho!) é muito interessante, mas por enquanto não me inspira versos, que é uma outra sintonia espiritual. Com esta pessoa por quem sinto o início do amor pueril, eu cresce a afetividade do meu modo, pelo seu jeito. Ela pode até ser amada profundamente por mim. Ela sendo mada profundamente, me inspira entrega, comprometimento, cumplicidade, vontade de fazer a pessoa feliz, a cada momento, em todos os dias. Veja que poesia alguma tem este poder de querer o outro feliz. Poesia é arte. Amar alguém e realizar este amor é uma inefável experiência, que transcende a arte. Claro que ainda não estou amando-a. Eu sei desviar o foco. Entou permitindo. Dou às minhas emoções o vínculo do sorriso dela, dos olhos dela, de boa parte dela habitar meus momentos comigo mesmo. Por algumas razões, há duas coinciências nela. Somente eu sei. Creio que jamais revelaria a ela, ainda mais se do desejo houvesse a realização feliz de trocarmos as mãos dadas em uma tarde ou noite. Não revelaria agora. Porque, do contrário, ela me daria um pé na bunda, e não iria crer que eu estou gostando dela. Mas estou sim, e compartilho para que todos saibam a natureza de alguém que escreve quando começa a gostar. Ela me acompanhou a cada momento em minha mente agora. Estou gostando dela.
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