sábado, 20 de junho de 2015

Autógrafos

Ontem foi tarde de autógrafos. Para mim e para o Rodrigo Theodoro Salvador da Silva. Não vendemos nem livros, nem CDs. Nem fomos midiatizados pela mídia semelhantes a mercadorias pouco acessíveis aos consumidores. Os autógrafos não poderiam ser mais inusitados! Eu, particularmente, me senti até gente de verdade, como um famoso que gasta seu tempo diante de câmeras para ser visto, olhado, idolatrado.

Foi na E. E. João Prado Margarido, na Sala de Leitura João Prado Margarido, no Itaim Paulista, lá na Z/L. Uma breve palestrinha em formato de aula expontânea para jovens de onze anos. O Theo veio com suas canções e eu com meus textos. Eu falei e li; o Theo falou e cantou. Tematizamos a arte, as memórias, a construção de conhecimento, a expansão de nosso interior através do conhecimento etc. Sem pieguices. Sem subestimar os alunos. Sem diminuir em nada o tamanho real que as coisas são. Falamos. Lemos. Cantamos.

A força da vida apareceu no final. Os jovens pedindo autógrafo para mim e para o Theo. Afinal, havia um escritor lá, havia um cantor lá. Não apenas nossas palavras ecoaram no interior deles. Nossos corpos físicos, presenciais estavam lá. Fomos. E este foi meu insight para os autógrafos. Aquela assinatura no papel representava meu corpo como extensão do que iria ficar na memória deles. Era uma marca como se assinando na alma de cada um. Foi intenso e forte. Expontâneo e natural. Foi rico e comovente. Não quero perder esta pureza. Foi belo, muito belo, belíssimo. Mais para mim do que para eles. Afinal, eu até parecia gente, como me lembra meu grande amigo Andre Maia.

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