Hoje um amigo disse algo que me fez refletir. Ele leu umas entrevistas do Bob Marley. Uma das perguntas foi por que as letras, a grande maioria de suas letras, eram em primeira pessoa, algo tipo "eu..." etc. A lógica da resposta me deixou feliz. Bob Marley explicou que prefere que as pessoas cantem como se fossem elas e não os outros. Bonito isto.
Falar de si, escrever para si, expor-se artisticamente, além de um ato de coragem e sinceridade, é um ato altruísta porque permite quem canta, quem lê, quem ouve, quem declama, fazer para si mesmo.
Vejo que tantos "eus" meus em meus textos são menos vaidade e mais a chance do outro poder assimilar e se apropriar do sentimento, ou do que quer que seja que há na arte.
Num mundo consumista em que as propogandas e as publicidades fazem as pessoas repetirem um "Amo Muito Tudo Isto" e jargões afins, ler um texto, ouvir uma canção, demorar-se em uma pintura em que o eu ganha força é olhar-se em um espelho e ver sua própria alma sem necessidade alguma de outra coisa porque o "eu" em si já se basta.
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