terça-feira, 23 de junho de 2015

Razões

"Você escreve como uma fuga para a própria solidão? Ou uma busca para suas próprias questões internas? Seria um motivo para você escrever por prazer e não por ganância, uma forma de alívio?"

por Bruna

A arte é catártica. Já falei sobre. A emoção que sai do filme, do livro, da fotografia, do teatro e eventualmente nos faz refletir ou mesmo chorar, tecnicamente se chama catarse. Quando vemos e compartilhamos uma propaganda por ser emocionante, o diretor está indo neste ponto: o potencial catártico.

Minha amiga Bruna colocou algumas questões e responderei bem claramente. Escrevo porque tenho talento e a outro que revelo agora, eu escrevo como um projeto de vida pessoal. Aliás, motivo por que eu não tenho tanta ansiedade não. Escrever é meu projeto de vida. Sabe aquela razão de você fazer de sua existência algo mais do que consumir, e rir, e ir, e voltar, e continuar consumindo abestadamente?

Claro. Escrever para o escritor e fazer arte para o artista são também catárticos. Mas não para aliviar seus sentimentos, suas dores, angústias, solidão, fraquezas, desilusões, apatias e mais e mais desconfortos da alma. Creio que faz parte de nossa maturidade passar por tudo isto até nos adaptarmos ao mundo real e dos adultos. Já escrevi para me aliviar quando no meus 18, 19, 20 anos... Aos 41, eu vejo como um terreno que precisa ser cuidado para dar hortaliças. Vou arando. Vou cultivando. Vou regando. Plantando sob o sol e a chuva. Um jeito de viver, um meio para viver porque eu não creio só em ir às lojas e comprar como sinal do fruto do meu trabalho.

Vou admitir também que sim tenho talento, né? Já que ele existe, o tempo tende a melhorar. Desde que não o abadone.

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