Meu filho Daniel, o terceiro, comigo no carro. Minha irmã conversava com a filha do lado de fora. Esperando-a entrar. Falei para ele que, quando sentir saudades do pai, era para me ligar do telefone dos irmãos.
- Mas eles não tem crédito, pai!
Em silêncio, refleti. Em seguida perguntei:
- Mas você não fica triste, né, filho?
- Não.
Aí falei de modo bem didático para ele ouvir:
- Saudade sem tristeza, filho, é bom. É muito bom sentir saudades de alguém e não sentir tristeza.
Minha irmã entrou no carro. Narrei para ela o breve diálogo com o Daniel. Ela, com muita atenção, concordou e sussurrou em voz alta "saudade sem tristeza", bastante reflexiva, mergulhada no seu inconsciente. "Saudade sem tristeza."
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