sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Meus Textos

Meus textos. Ou alguns textos. Eles tocam alguns corações e a reflexão que me cabe é a mesma que cabe a um psicólogo. Por onde anda a nossa mente que faz de nós parcialmente o que somos? Na categoria auto-entitulada de escritor, sem periódico, sem saraus, sem clube de leitores e livros, sem exposição e feiras literárias, sem dinamismo algum que me carimbe para o mundo um escritor, que me traria a aura do intelectual cheio de sutilezas porque traduz em palavras o que a sensação sente. Sou escritor para quem eu falo que sou. Uma hora baterá à minha porta esta marca e somente então os louros de reconhecimento virão de muitas partes, principalmente daqueles em que o interesse norteia seus cinismos. Pessoas interesseiras são as mais vulgares. Deus me deu o dom de ser apaixonante com quem convive comigo na minha intimidade por um curto tempo. Ainda que a beleza e a jovialidade seduzam, a nudez revele a alma e neste ponto a alma bem cuidada cria dependência e amor. As pessoas que amam sem a alma sofrem porque está na jovialidade, na superfície, na aparência... Quando alguém nos encontra internamente e nos cativa lá, invertemos todas as nossas certezas do belo. Queremos ser e não mais estar. As pessoas que me aborrecem, por exemplo, querem estar. Faz parte. Meu lado bom é que discernir continua sendo meu forte, das mais importantes virtudes. Sou escritor.

2 comentários: