sexta-feira, 22 de maio de 2015

Coxinha e pão duro

Engraçado. Você arrisca comer um salgado pela manhã. Mas aí você sente claramente que o salgado é velho, o atendimento é mal humorado, o ambiente é pesado. Você insiste porque crê que suas impressões e intuições também se equivocam. Prova o salgado e é péssimo. O mal humor de quem me atende me desmotiva a fazer cara feia e reclamar. Insisto em um pão com manteiga frio e ele vem duro. Por fim, você reflete sobre o que de positivo tiramos quando não seguimos nossa intuição daquelas mais óbvias. O positivo é que não mais voltarei aqui por capacidade nata de escolher a partir da experiência ruim, e o mais positivo ainda é fazer da experiência ruim uma crônica da vida. A vida exige expansão. Interna e externamente. A arte são os caminhos porque ela nos ajuda a libertar dos limites de nosso quintal. Quem deixa seu interior um pouco maior, fortalece aquela gravidade que atraí coisas boas. A coxinha estava ruim, o pão duro, o mau humor do dono insuportável, mas quem ganha sou eu. Pude escrever. Assim o faria se fosse a melhor coxinha, o melhor pãozinho com manteiga e o sorriso mais acolhedor de quem fica feliz porque ter escolhido-o. E assim vou espelhar o gratidão do melhor. A gravidade de coisas boas e ser algo bom. Cada qual dá o que tem, o que vale para mim de hoje e do amanhã. Boa manhã e bom dia!

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