"Foto" vem de luz e "grafia" de escrever. Fotógrafo é aquele que escreve com a luz. Achei linda esta definição no início do documentário Sal da Terra. A partir daí foi a vida de Sebastião Salgado e suas escritas com a luz marcou o ritmo lento de tudo para educar nosso olhar e atenção.
O olhar deve estar sensível para assisitir, porém. Um olhar mais duro com o mundo - comum em nossas vidas - descobre pouco ou nada demais do que foi mostrado no cotidiano.
Eu busquei o meio termo entre a sensibilidade e dureza emocionais. Exemplo? Não me choquei com as fotos de africanos mortos naquela situação "pele e osso" e ao mesmo tempo me indagava a razão de quem comanda o mundo ser mais psicopata e sociopata do que altruísta em função de seres humanos terninarem suas vidas naquele estado.
Eu sei um pouco a resposta. Minha questão é mais uma razão arquetípica. Quem busca poder de fato traz na sua essência a falta de amor ao outro porque os fins justificam os meios. Os meios são o que vale.
A pergunta seria: sem pensar no ser humano indivídual, por que a maioria apoia esta brutalidade de poucos seres humanos impor sua realidade má na vida de quem quer somente viver? A arte nunca nos deixa vazios...
Gosto de fotografia. Gosto de arte. Gostaria de viver em uma sociedade onde a música clássica fosse o som ambiente de uma construção de uma pequena obra e a leitura o hábito dos olhos do dia a dia.
Todos passamos a vida com a sensação de eternidade. Mas aquilo que irá nos prolongar mais um pouco será um pouco de alma que a arte possui, um pouco do espírito humano dentro da arte. Neste sentido, vale triplamente ver este documentário: o filme, a fotografia e a vida do homem Sebastião Salgado. Arquétipos são nossos modelos psicológicos inconscientes. Viver deste modelos nos une à humanidade. A sensibilidade do homem e do fotógrafo do filme é bem arquetípica. Gostei e quero assistir novamente.
Bom dia!
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