Alguém quer você, mas você não a quer, porque você quer alguém que não quer você. Quando ambos se querem, o tempo vai demonstrando aos poucos que o que ambos queriam na época eram os momentos iniciais de cada sem os limites, manias e defeitos.
As pessoas também não vivem em função de alguém, senão por carência. Mesmo quem nos quer, e quem nós queremos, parece ser por carência. Ou carência, ou ilusão.
A próposito, minha irmã tem uma bela definição sobre o conceito de "grande amor" que as pessoas insistem em querer viver ou reviver em suas vidas. Diz ela: "Quer um grande amor? Então, tenha um filho!" Eu ri e concordei imediatamente.
No fundo, o estar e ter alguém não deixa de ser um "temporariamente fechado para balanço". As fórmulas para viver com alguém são inúmeras e a maioria desconhecida, diferentemente da fórmula para viver sozinho, que é ser o mínimo auto-suficiente consigo mesmo.
Não deixamos de querer as pessoas. As pessoas não deixam de nos querer. Eventualmente esta querença é recíproca no início, e aí vem as várias fórmulas das quais poucas ou nenhuma conhecemos. O tempo pode criar dependência, mas não a querência. O mesmo tempo que nos leva a nós mesmos. Ou então, aos filhos que temos: possivelmente nossos únicos e grandes amores. O que sobra, deve ser carência. Inclusive o que sobra de nós mesmos e nossa mínima auto-suficiência...
Será? Muito triste se for assim.
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