Não me lembro da última vez, ou mesmo se houve última vez, em que gratuitamente escondi o que não era para ser escondido. Há coisas que devemos esconder. Dinheiro de quem não paga, não trabalha e ainda consome; ideias de quem não pensa, mas adora usar as pessoas; .
Sempre deixo claro minha vida. Sou reservado nos meus caprichos, mas aberto na minha essência. Veja bem. Escrevo. A coerência gramatical dos meus textos serve-me como coerência intelectual dos meus pensamentos. Conheceu um pouco de mim, conheceu tudo. A partir daí ou lapidamos ou nada de invasão evasiva.
Venha sobre todos nós a presença que liberta; venha sobre nós desde o toque paralizante ao sorriso do olhar apaixonado de nossas paixões distantes. Uma paixão distante hiberna em nosso inconsciente, bem possivelmente como repressão ao medo. Despir-se dos medos. A alma não sofre só na solidão. O medo faz a alma sofrer muito mais. Gosto da expressão "não demore onde não houver amor". Concluo com um pouco de charme: "faça do amor o bem maior para demorar-se em uma vida, ainda que com medo". Creio que somos ciclos. Somos início, principalmente. Fim? Não creio em fim. Creio em recomeços. Claro, a partir de um certo momento, recomeços já cheios de histórias. Minha essência vive disto.
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