Viajar sozinho para mim é um universo literário. Além de ouvir música na rádio, eu vou fazendo poemas mentalmente. Poemas e pequenos textos reflexivos. Tudo mentalmente. Eu sei que eu vou esquecer tudo. Faz parte da mente literária. As palavras brotam como sensações. Lembro, por isto, a minha idade com orgulho. Cabe bem a um homem de 41 anos, com três filhos que os amo muito, divorciado - depois de 16 anos -, dois livros publicados, sentir que a vida vale à pena porque a palavra vem viva e cheia de experiência. O que esperar mais senão a harmonia da gratidão entre os problemas para resolver porque sou útil e o acolhimento? Na estrada, dirigindo, quando algo me agrada, eu gravo no celular. Ontem eu gravei. Não queria esquecer-me. "Eu não sou a sua primeira opção, mas eu sou a sua opção que chegou." Nunca mais pessoa alguma será mais a minha primeira opção. Será a opção que chegou. Olha que lindo. Ser escolhido e escolher. Eu não quero ser a primeira opção. Quero ser a opção que chegou. Acolher. Dar. Receber. Viver. Sorrir. Agradecer.
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