quarta-feira, 22 de julho de 2015

Saudades do quê?

Bem no finalzinho do sonho. A pessoa estava com ar triste. Primeiro deitada próxima a uma porta. Término de festa na casa de uma tia. Vejo-a e me aproximo dela. Ela se levanta sem perceber-me. Chego por trás. Cutuco-a. Ela me olha espantada.

- Posso te dar uma abraço?

Ela consente e aceita e me abraça fortemente por segundos. Em seguida, olhos fechados, eu falo em lágrimas:

- Que saudades!

Ainda abraçados, ela pergunta, com os olhos fechados:

- Saudades do que?

- De quando a gente era feliz, quando éramos bem mais simples.

Sem suportar a emoção, ela desata a chorar copiosanente. Soluçando, confirma:

- Verdade.

Então ambos desabam emocionadamente em fortes lágrimas, abraçando-se cada vez mais firmes um no outro, e eu desperto do sonho, com a sensação de lágrimas reais escorrendo nos cantos dos olhos e a respiração ofegante do pranto. Sonhos catárticos. Aliás, ontem falei como fazem falta aqueles momentos tão iniciais de todas as nossas vidas. Sim, felicidade.

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