Bem no finalzinho do sonho. A pessoa estava com ar triste. Primeiro deitada próxima a uma porta. Término de festa na casa de uma tia. Vejo-a e me aproximo dela. Ela se levanta sem perceber-me. Chego por trás. Cutuco-a. Ela me olha espantada.
- Posso te dar uma abraço?
Ela consente e aceita e me abraça fortemente por segundos. Em seguida, olhos fechados, eu falo em lágrimas:
- Que saudades!
Ainda abraçados, ela pergunta, com os olhos fechados:
- Saudades do que?
- De quando a gente era feliz, quando éramos bem mais simples.
Sem suportar a emoção, ela desata a chorar copiosanente. Soluçando, confirma:
- Verdade.
Então ambos desabam emocionadamente em fortes lágrimas, abraçando-se cada vez mais firmes um no outro, e eu desperto do sonho, com a sensação de lágrimas reais escorrendo nos cantos dos olhos e a respiração ofegante do pranto. Sonhos catárticos. Aliás, ontem falei como fazem falta aqueles momentos tão iniciais de todas as nossas vidas. Sim, felicidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário