Um dos orgulhos que eu mais tinha há alguns anos eram todos os meus livros. Uma biblioteca particular com cerca de dois mil títulos. Tinha êxtase quando algum conhecido entrava em casa e reparava nos livros, olhando os títulos. Eu não era obcecado por eles. Tinha cuidado, como tenho com as coisas que amo e pessoas que eu quero bem. Mas era tudo separado por temas. Sociologia. Filosofia. Literatura. Psicologia. Eu conhecia a posição praticamente de todos eles. Certa vez liguei para casa atrás de um título e orientei a minha ex-esposa. Do tipo: está na terceira prateleira, do lado esquerdo, um dos últimos livros, a capa é assim, a cor assada etc. Sem dizer as longas horas de leitura totalmente solitário e bem produtivo.
Me doi as pessoas lerem pouco, ainda que gostariam de ler mais. Não saber muito de livros deve ser bem esquisito. Mas mesmo assim as pessoas gostam de cultura e de pessoas cultas. Há um charme no ar eclético que a leitura e a cultura trazem. Poder transitar entre o culto e o vulgar, entre o sério e o hilário, entre o sisudo e o leve é para poucos. Minha certeza a respeito da importância da cultura é tão grande que me tranquilizo em relação ao caminho do bom relacionamento. Apenas o bom relaciomento, sem interesse algum senão bons momentos.
Falei de meus livros sem nostalgia. Acho que ter lido muito fez a função mais libertadora dos meus livros. Eu li. Amadureci. Conheci. Aprendi. E me "liberti". Exatamente: eu me liberti. Quando aprendemos, os erros são poéticos. A poesia é arte e a arte me fascina. Meus livros? Agradecimentos.
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