segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O Tempo Dirá se Foi Melhor ou Não

O tempo dirá se foi melhor ou não. Sempre o mesmo tempo. Não me refiro ao meu passado. Nem a quem pertenceu ao meu passado. Meu passado é passado. Refiro-me ao meu presente que me envolve intensamente em tantas reflexões e pensamentos e no ato de amar e ser amado, querer e ser querido, desejar e ser desejado, doar e receber, paixonado e apaixonante. Este meu presente. Somente o tempo dirá se foi melhor ou não.

Via de regra eu tenho uma forte intuição de que o tempo responderá a favor de quem não toma uma decisão presente por orgulho ou vaidade. Ainda falaria o quanto eu amo você e o quanto é forte meus sentimentos por você. Ainda que tomado por forte paixão, sou homem de decisões com as quais preciso viver, do contrário eu me diluo no ar. Cederia por sacrifício, mas meu coração estaria distante. Quanto mal existe na falta de comunhão entre duas pessoas que se amam! Amam-se tanto que ficam em guerra porque valores e amores raramente caminham juntos. Se sofre tanto.

O tempo dirá se voltaremos em comunhão um dia, em união de amor, em harmonia de sentimentos, em que possamos ceder nossos corações e até nossas almas um para o outro sem nos perdermos. Tenho você em mente. Apenas em mente. Tenho você como vontade de ter. Apenas vontade. Tenho você como amor. Apenas como amor. Cada qual, no entanto, tem um ao outro livre, solto, independente. Imagine que quem nos controla são nossos sentimentos e emoções. Isto à parte, não somos controlados. Cedemos circunstancial e conscientemente.

O tempo dirá o distanciamento. Trago em mim boas verdades. Respiro com sinceridade os segundos da vida. Creio assustadoramente na entrega do amor. Somente o tempo mesmo é capaz de dizer. Como se vê, meus sentimentos, eu os uso ao meu favor como prática de imprimir palavras depois de ter sido sufocado por quinze anos em uma relação muito má para a minha vida pessoal. Exemplo eram meus dois mil livros que viraram 350. Outro exemplo é que terminei a graduação em 2000 e mantive-me nela. Outro exemplo foram os 99 quilos em 2014 e as doenças em decorrência. Outro exemplo é meu primeiro livro publicado em 2013 e meu segundo em 2014 e meu terceiro será em 2015. O tempo disse que foi um desastre e péssimo relacionamento, tirando meus amados filhos, que eu amo e os quero para mim.

Somente o tempo dirá se estaremos juntos, ou se será melhor este distanciamento. Se aprenderemos a ceder o que para o outro é realmente importante e dar ao tempo a chance de nos responder as coisas futuras. Dizer o que se quer do outro não significa controlar a vida. São escolhas e valores. Acho que eu seria bem mais feliz com você ao meu lado agora, mas seria mais triste comigo mesmo desconfigurando aquilo que são minhas essências. Assim, vamos. O tempo vai. A saudade fará parte. A saudade do que poderia ter tido com você. Isto me deixa feliz. Um paradoxo. Amar é no fundo complicado quando não se tem a pessoa amada.

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