Ao Nome, que Amamos
Não ao nome entrego a arte poética.
Seu nome ecoa em outros tantos nomes,
E faz do amor um princípio obscuro.
Seu nome salta em meu peito infeliz,
Por não trazer o gosto da paixão
Em mim realizado, em mim vertido
Em dores febris, de minha existência.
O nome por si nada representa.
Evoca, é vero , a arte poética
De amá-la tanto, e tanto, e tanto assim.
Sua áura é sua plácida essência.
Diz muito do pouco que em versos digo.
Morrer de amor não posso, e sigo vivo,
À espera dos nomes que se assemelham.
Chamo-a Lua, Flor, Sol, Natureza,
Que ela, livre na vida, ama tanto.
Deu à minha vida tanta beleza,
Porque amor comigo vive sempre.
Seu nome pertece a quem a conheça,
Seu nome também chama Liberdade.
Amo-a amar assim, desta forma
Tão distante, intensa e poética.
Recorro à sua presença, minha Flor,
E vivo, forte, sempre permaneço,
Meu Sol, meu Mar, minha Lua, agradeço.
Sempre...
(flavio notaroberto)
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