sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Despertei

Despertei há duas horas. Fui ao bamheiro. Poderia ter voltado a dormir, porque estava com sono. Equilibrava-me para deitar na cama, uma vez que minha consciência não estava plena ainda. A televisão ligada. Meu filho deitado ao meu lado. Mudei de canal e mantive-me desperto. Vejo as mídias sociais, leio algumas notícias em jornais. Passo meu tempo. Quando passamos nosso tempo, uma das armadilhares e revisitarmo-nos... Não é fácil falar sobre si mesmo sem deixar a impressão de fragilidade. Mesmo se no exaltamos, algo de recalque sugere o contrário. Comum a quem escreve dizer do outro, e quando refere a si, prefere o lirismo que enaltece. Escrever para mim vai além do que se faz diariamente por aqui. Falar dos sentimentos sem filtros é próprio do desabafo. Não há critério algum. Quem não filtra o que fala ou escreve pode se arrepender. Nesses meus sentimentos e memórias revisitados, não chego a ter arrependimento. Algo de satisfação pessoal comigo mesmo e gratidão pelo que pude tornar-me como pai, professor, escritor e aspirante a intelectual acadêmico, me deixa de bem com a vida e com os homens. No amor, minha alma envelhecida, com o corpo em envelhecimento, cansou do amor carnal, como nos

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