sábado, 18 de novembro de 2017

Vasto horizonte

Em algum canto, deste vasto, mas finito, horizonte, se escondem milhares de mentes inseguras e inquietas. Elas buscam a si mesmas - envoltas em reflexões - as verdades, que nunca serão encontradas, a não ser dentro de suas imaginações. Uma vez soltos, onde aportarão tantos incontáveis desejos? A maioria se perde. A mente que admira é a mesma que se deixa apequenar. Lá longe, uma linha imaginária, que aprendemos a chamar horizonte, nunca será alcançada por quem quer que seja, semelhante à desilusão no amor que, por mais que se busque, nunca será compartilhada. Em algum canto agora há um amor que chora, outro que desespera, outro que ri das infelicidades, e do riso se faz nada e silêncio absoluto para sempre. Melhor que sentir é imaginar; melhor do que ir ao encontro do horizonte é crer nele à distância; melhor do que perseguir o amor é ser feliz na imaginação de respirar a paz da alma com nosso cérebro liberto, porque nunca se apequenerá diante da escravidão de uma dor que não lhe pertence. O horizonte não pertence ao mar, mas sim à nossa própria imaginação. Em algum canto uma lágrima pertecem ao mar agora, eu imagino. Em todos os cantos o horizonte não tem fim. É somentr uma linha imaginária.

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