A história A Felicidade pode ajudar suas decisões. Não fui eu quem a escreveu. Foi Machado de Assis. É bem curtinha. E o início dela é caprichosamente descritivo. Um vagabundo, daqueles para quem o trabalho é um luxo desnecessário, em um bar, um restaurante. Abre o jornal e lê nos classificados: mulher viúva, jovem, esbelta e rica procura homem de meia idade para relacionamento sério e futuro casamento. Desta forma assustadoramente direta.
Com endereço, dia e hora do encontro, na própria casa dela. Ele vai. Fala do anúncio para a viuva. Era tudo verdade. Marcam para se ver em duas semanas para oficializar o relacionamento. Ele, então com medo, não aparece. Uma semana depois muda de ideia. Volta. Bate na porta. A jovem e linda viúva rica, malas prontas, o atende na porta e fala:
- Pessoas como você são fracas, destinadas a serem nada no mundo. A felicidade bateu à sua porta e você não abriu. Contente-se com o fraco e covarde que é o seu destino.
Em resumo, ser feliz tem estes caminhos das dúvidas. Se o coração realmente sente que há verdade, não hesite. Abra a porta. Pode ser que a felicidade dure alguns anos. E isto não será apenas alguns anos. Serão nossas memórias com as quais nos deliciaremos em nossa velhice antes do Alzheimer chegar.
Toc. Toc. Toc.
Pergunte quem é, mas abra...
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