Há pessoas cuja essência é toda de percepções. Distorcidas, verdade. As percepções distorcidas revelam a arte na sua essência. Estas pessoas vivem de arte. Fazem de uma linha reta a base para o mar revolto. Seu olhar sobre o mar. Seu olhar sobre a linha.
Quando damos vida ao todo, que importa as partes! Percebemos o todo e com ele nos contentamos. Volto agora àquelas pessoas cuja essência distorce a realizade do seu jeito artístico. Para elas o todo não diz nada, senão as partes.
Eu conheço superficialmente os Impressionistas, Expressionistas, Surrealistas, Cubistas e toda aquela moda européria para distorcer a alma que via a arte. O mundo vivia em guerra. Em guerra vivia a alma. A arte sobrevivia tal como a barbárie humana.
Então, conheci uma pessoa assim. Seu olhar, sua alma, sua essência captam a beleza que parece apenas sua, mas que hipnotiza os também sensíveis. Sua digital. Ela aplica seus padrões indo além. O mais gracioso: é lindo. Agrada. Me agrada. Agrada-me.
Eu escrevo. Meus pensamentos vem confusos. Com distorção de meus pensamentos, eu devo colocar tudo em ordem nas palavras (eu não posso vir de poemas complicados; a poesia deve ir direto à alma, como a música.)
A sensibilidade apaixonante desta amiga distorce para despertar nossa visão. Despertou-me sobretudo porque ela deve sempre colocar o coração. Que ninguém se engane: dialogamos profundamente com o coração. E não vem de carência! Estou falando de essência e não de vazio.
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