Eu creio. Crer confirma o impossível. Antes de ser possível, devemos crer no impossível. Afirmarei que não há sentido mais forte do impossível, senão ao crer.
Vamos pensar no que buscamos em nossas vidas: ser felizes... Eu não inovo na busca da Felicidade. Aristóteles, em sua A Política, disse que a finalidade do ser humano é a busca da Felicidade. Queremos ser felizes. A partir daí o que acontece vai se encontrando, vai se tocando, vai enrolando-se, combinando-se, ajudando-se na forma e no conteúdo.
Acreditar, portanto, em ser feliz é deixar as adversidades ajudarem neste propósito. Não o acaso, que é a falta de crença. Não suporto o acaso porque não creio em coincidências.
Sou feliz. Sofro como todos porque a dor no ser humano é interna. Não arranquemos de nossas almas as dores, que causam sofrimento. Nunca devemos rasgar nossas almas. E as dores são incerteza, dúvida, limite, solidão, carência, ausência, amor... Amor? Amor não poderia confundir-se com dor. Quando o amor doi, ele não é amor, mas sim incerteza, dúvida, solidão, carência, ausência, limite... Amor. Quer amar muito? Sinta-se fraco e entrega-se.
Sentir-se fraco é uma virtude. Não sabia? Como crescemos quando nos construímos em nossas fraquezas e vivemos mais felizes! Interessante a fraqueza. Por que poucos usam a sua fraqueza como apoio? Quem usa a sua fraqueza como apoio? E num salto inesperado, ligamos nossa felicidade com nossas fraquezas. Ser fraco, paradoxal que seja, é ser feliz.
Quando admitimos o que existe de excesso em nós (fraqueza) ou o que existe de carência (fraqueza) damos ao outro a oportunidade de nos amar onde precisamos. Compreende? Parece até uma lei universal que governa nossos limites. Lembra-me a Bíblia: sou forte quando sou fraco. Eu sou fraco, por isto aprendi um pouco a essência de amar...
Felicidade. Amor. Fraqueza. Entrega. Quanta virtude nisto tudo!
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