Gosto do simboslimo. O símbolo é um signo com força coletiva, que une um grupo de pessoas. O filme 'A Família Bélier', particularmente, para mim, encantou-me pelos belos símbolos, o que serve para muitos, porque nos símbolos não sentimos o que apenas nos pertence. Nossa mente vive de arquétipos.
Primeiro, Paris. Nunca fui a Paris. Mas mesmo em toda a minha ignorância periférica (cresci na periferia de SP), eu sei que Paris deve ser a cidade que qualquer mulher de bom gosto, para amar a própria vida com orgulho, sempre sentido-se bem e viva, deve conhecer. De preferência na maturidade intelectual, emocional, com perspectivas abertas para ser livre dentro e fora de sua cabeça. E o bacana: Paris é uma cena de uns 5 minutos. Curtinha mesmo.
Outro símbolo forte e caro para mim: a filha. Nossa! Está aí algo que me transcende como ser humano. A filha que canta. Sou pai de três. Por razões íntimas, a filha em uma família me prostra como pai. Nada de detalhes, porém. Milha filha é a minha terceira parte do que sou.
E, por fim, a música. Logo eu que sou analfabeto musical, tenho no coração uma maquininha de fazer dos belos sons sentimentos que deslizam em lágrimas. E vertem abundantemente. Minha alma facilmente dialoga com as sonatas para violoncelo de Bach, ou com a ópera La Traviata, ou sonatas para piano de Chopin ou Beethoven. Imaginem que já comprei um piano para minha filha, violões para os dois e um violino para meu filho.
Como chorei neste filme por estas simbologias. Como disse: símbolos porque são arquétipos e valem para que tem estrutura psicológica para receber.
Vale muito assistir. Como todo filme alternativo, 'A Família Bélier' é uma história simples. Nada de bem contra o mal (maniqueísmo). Nada de sacrifício extremo, provocando lágrimas forçadas. No meu caso chorei pelas simbologias. O início énum nada diante do que assistirá, e vai crescendo... Há uma cena particular com muitos risos; e uma outra cena bem literalmente sensitiva: ah, claro! De um pai surdo, uma garganta, um canto, uma noite... Chorei e gravei o áudio. Para saber tem que ir ver.
Indicaram para mim, indico a todos agora. Por hora vou terminar minha cerveja Paulistânia num simpático restaurante espanhol, Sacho, onde sempre dou uma parada depois dos filmes que assisto aqui na Augusta.
Adoreeeeeei.... cada comentário.
ResponderExcluir